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sexta-feira, 25 de abril de 2008


Hoje de manhã cheguei ao meu prédio sozinha e vi uma velhota que devia andar na casa dos noventa anos. Perguntei-lhe se queria entrar e ela disse que sim. Abri a porta e ajudei-a a subir as escadas, abri-lhe a porta do elevador, perguntei-lhe para que andar é que ela ia, após alguns largos segundos de olhar fixamente para cada um dos números, por sorte, acabou por dizer que ia para o mesmo que eu.
Chegámos, abri-lhe a porta e ajudei-a a sair. Ela tremia tanto. Cada vez que tocava nela arrepiava-me, não sei porquê.
Ela disse-me tantos obrigados e chamou-me tantos nomes queridos que eu até agora estou a tentar perceber como é que o meu Serviço Social, de 0 a 100, dá 0.

22:20