sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Não me importa saber para onde vou, nem de onde vim. Para mim, já é um grande obstáculo descobrir quem sou.
Sou aquilo que gosto. Sou os meus amigos, sou a minha música, sou os meus livros, sou a minha roupa, sou os meus desportos, sou a minha comida, sou a minha estação do ano e as minhas cidades.
Sou todas as emoções, sou os risos tímidos e as gargalhadas, sou a satisfação dos meus desejos. Sou toda a vontade de querer sempre mais. Sou as brincadeiras a toda a hora. Sou o adorar do que adoro. Sou as músicas que danço e aquelas que canto. Sou o sorriso que dou a quem tem saudades minhas. Sou a confiança de quem me pede segredos. Sou a amizade. Sou uma mesa cheia de coisas boas para comer. Sou um filme ainda melhor que os outros. Sou o bacalhau à Brás, a lasanha, o sumo de laranja natural, o batido de manga, o gelado de banana, o bolo de café e o pão caseiro. Sou a minha casa. Sou a minha almofada. Sou o computador. Sou os banhos quentes de Inverno e os duches frios de Verão. Sou casacos e ténis. Sou perfumes e cheiros bons. Sou um abraço inesperado. Sou a folha em branco num caderno escrito. Sou uma conversa ao fim da tarde. Sou mais frio que calor, mais escrever que ler. Sou mais direita que esquerda. Sou mais shoppings que parques, mais português que matemática, mais futuro que presente, mais guitarra que flauta, mais água que coca-cola, mais cinema que vida real, mais não que sim. Sou um filme com uma manta nos joelhos. Sou ser surpreendida e surpreender. Sou quando descubro que tenho razão. Sou o gritar do golo num jogo de futebol. Sou coração. Sou eu.
Gosto de saber o que sou.
Quem és tu?
23:06